quarta-feira, fevereiro 23, 2005

«Mas como não aprendeste que é mais forte criar uma flor (um parafuso...) do que destruir um império? O tempo e o amor... Sei o milagre da vida, por isso a morte me humilha», Vergílio Ferreira, in Aparição, comentário do narrador sobre o assassínio de Sofia perpetrado pelo pobre Bexiguinha

Os portugueses precisam de aprender e interiorizar de uma vez por todas de que só libertando as suas forças criativas é que poderão ultrapassar o impasse permanente em que o país está mergulhado. Os poucos que o fazem são a prova de que tal é possível.

Não vale a pena invejarmos perpetuamente quem é melhor do que nós, e concentrar as nossas energias em destruí-lo, para que todos sejamos igualmente medíocres. É esta atitude dominante que humilha o país face às outras nações e nos complexa com uma infundada inferioridade nas nossas capacidades.

Inferiorizamos as nossas condições de realizar o nosso potencial, através do nosso colectivismo suicidário.

Sabemos o milagre do sucesso, por isso o fracasso nos humilha tão grandemente...